9 de dez. de 2009

Estrada do Rock

It's a long way to the top if you wanna rock 'n' roll. Nenhuma das canções de Bon Scott cabem tão bem em relação a mim como esta, afinal, gostar de rock e morar em um território dominado pelo sertanejo não é pra qualquer um. Imaginem a estrada até chegar ao (último?) show do AC/DC no Brasil.
Longe demais das capitais, não consegui ingresso no primeiro dia, nem no segundo dia de vendas, e foi logo nesse dia que eles acabaram. No terceiro dia surgiu das profundezas do orkut, Alice, e se dispôs a me vender um ingresso, da remessa que ela tinha conseguido a mais. Alice sumiu, e se manteve desaparecida por um longo mês, que me fez abrir negociação com todo mundo, mas ninguém inspirava a confiança que Alice transmitia. Quando ela apareceu novamente, não levou muito tempo até chegar o ingresso às minhas mãos.
Demorou pra caramba, até chegar o dia do embarque. Dia 26/11 no Rock Bar. Bandeira, câmera, animação, cerveja, e outras cositas más, todos partindo rumo a Sampa. I'm on the highway to hell. A chegada em Sampa até que foi cedo, mas como ninguém sabia o caminho, incluindo o motorista, a chegada até o Morumbi não foi fácil. Na entrada do estádio, pontualmente as 11:35 da manhã, já dava pra ver que não seria nada legal esperar pelo show, afinal a fila já dava volta na lateral do estádio. Porra, e como tava entediante. E depois de muita agua e banheiro a R$2, lá pelas 16:00, enquanto a gente esperava o portão abrir, que o tempo começou a fechar anunciando a chuva que vinha. E os trovões deram um efeito legal, que a galera seguia com gritos de "Thunder". E lá pelas 16:45 quando a fila mal tinha andado um metro, ela veio, trazendo avenida abaixo um mar de lixo, com agua que cobria o sapato. O jeito foi se proteger com capas de chuva a R$5,oo; que eu prometi rasgar, assim que entrasse no estádio. Dito e feito. Mais tarde eu me arrependeria de ter feito isso, mas tudo bem. Enfim, já quase as 18:00 horas, consegui entrar no estádio. Assim que cruzei a rampa, que dava acesso a pista, com o interior já começando a lotar, eu senti uma emoção incrível. Primeira vez em Sampa, primeira vez no Morumbi, primeira vez no AC/DC. Não dava pra acreditar que os caras que eu ficava extasiado vendo em video, iam tocar logo ali na minha frente. Passar o tempo que era duro. Simplesmente, o relógio parou. Emocionante foi ver a galera do estádio inteiro cantando "Iron Man" do Black Sabbath, umas das minhas músicas favoritas. Assim que escureceu, as luzes dos chifrinhos do Angus na arquibancada deram um efeito legal, enquanto um mal sinal surgia no céu. Nuvens negras apareceram de todos os lados, e fui obrigado a comprar uma por "singelos" R$ 10. E não gastou mais que 10 minutos pra chuva vir e passar, e os vendedores baixarem os preços. Tenho essa capa guardada em casa até hoje. E eis que lá pelas tantas surge no palco Nasi, que não consegui ver bem pois estava longe pra caramba, lá no final da passarela, enquanto ele cantou umas poucas músicas, e até que algumas ele foi bem. Ao final de sua apresentação, vimos que tava na hora de ir lá pra frente pra ver os caras de perto. O lugar escolhido foi a lateral esquerda do palco. Eis que as 21:35 começa o vídeo de introdução do show e os caras surgem e começam a destruição.


Descrever o show não é necessário, muita gente já fez isso. Minha intenção é de compartilhar algumas sensações que foram incríveis. E uma das maiores foi quando Brian correu passarela afora e se dependurou no sino em Hells Bells. O som cortante foi de arrepiar. E teve de tudo, fogo na locomotiva, um desenho invocado em War Machine, uma moça levantando a blusa no telão (pro delírio da galera), Angus fazendo um solo gigantesco (entre outras gracinhas). Outra parte emocionante foi a homenagem aos velhos tempos da banda, mostrando imagem de todas as capas no telão em Let There Be Rock. Depois dos tiros de canhão ensurdecedores em For Those About To Rock, foi só se despedir da banda, impressionado com o que tinha visto, alias, ainda não acreditava se era real o que eu tinha visto. Uma aula de Rock. Fantástico. Depois disso, foi só pegar a estrada de volta pra casa, contando até com um motorista que cochilava no volante, mas enfim, as 10 manhã de sábado chega em casa, vivo, mas realmente destruído. E isso é só um pouco da história que tenho pra contar do AC/DC. O legal seria poder viver isso tudo novamente.

24 de out. de 2009

O RT do Deputado

Essa semana me aconteceu uma coisa interessante no twitter (aproveitem para me seguir: @JulioRamone): o Deputado Federal Sr. Antônio Roberto me deu um RT (não venham com bobagens, RT nada mais é que resposta ao meu post citando sua pessoa). Nada que seja extraordinário, afinal no começo da minha aventura pelo twitter tive um RT do Marcelo Tas (duvidam???), que é um dos caras mais pops do twitter no Brasil, mas isso é outra história. O que me chama a atenção no RT do deputado, é que a internet nos levou a uma aproximação que provavelmente ninguém havia imaginado antes, afinal, quem diria ser possível um canal de comunicação que nos deixasse tão próximos assim?

Mesmo que na verdade, são assessores que se "escondem" por trás do perfil do Sr. Deputado, afinal ele anda muito ocupado trabalhando com zêlo pelo futuro do país, no nosso brilhante e ético Congresso Nacional, na capital de todos os brasileiros.

O Sr. Deputado, em mais um dia de trabalho duro no Congresso.

No entanto, acho legal essa aproximação porque existe a possibilidade, mesmo que remota, de que minha sugestão feita pelo twitter chegue até o ouvido do deputado e talvez de alguma forma, seja posta em prática. Algo que começou com um simples comentário dentro de sala de aula, foi parar no twitter e depois chegou ao seu destino final. Nada como a internet para facilitar a vida da gente (ou não?).

Em tempo: Não votei no Deputado na última eleição, mas, verdade há de ser dita: está de parabéns, tá fazendo um bom trabalho, começando pelo estreitamento de laços entre eleitor e parlamentar.

Em tempo [2]: Você eleitor, cumpra seu papel! Fiscalize! Faça seu grito ser ouvido! Afinal, eles são funcionários do povo!

22 de out. de 2009

Piadas de Quinta

Bom, é o seguinte: antes de começar pra valer com os assuntos sérios e as polêmicas (tomara que apareça tudo isso por aqui) achei que seria legal criar alguns posts fixos, ou ao menos tentar com que eles sejam fixos. Apesar do horário mostrar que não é quinta feira mais, aí vai a primeiro post das "Piadas de Quinta" (categoria ou feira, você leitor escolhe).

"O homem chega em casa bêbado e a mulher brava pergunta:
_ Foi bebe?
E o homem responde:
_ Fui. Fui bebe, fui criança, fui adolescente. Agora sou alcoólatra."

Dedicada a Aline.

21 de out. de 2009

E lá vamos nós....

Hoje começa uma nova era na minha vida. Pela primeira vez arrisco a divulgar pelo infinito da internet as maluquices que costumo escrever. Esse blog nasce com a intenção de expandir a minha voz além dos 140 caracteres do twitter, onde as vezes não tenho como dizer algo e explicar o porque daquilo, pois as vezes digo coisas tão cheias de simbolismos que vejo necessidade de explicar o que quero dizer. Não tenho a pretensão de ser o maior blogueiro do mundo, mas como escrever me faz sentir bem, acho que esse blog já tá valendo a pena.

Não prometo nada por aqui: talvez não dê pra escrever padronizado, seguindo uma sequência de posts, afinal, além de me arriscar como blogueiro, dedico meu tempo às outras coisas que disse na minha descrição pessoal. Acho que quem sabe o que eu digo no twitter, vai entender que esse blog vai seguir a mesma linha de raciocínio: ou seja, escrevo o que me der na telha, não esquecendo sempre, de mostrar a minha opinião, como disse na descrição do blog, sobre assuntos importantes ou não. Então relaxem, curtam o blog, comentem, critiquem, elogiem, façam o que quiserem. Só digo uma coisa: não tentem mudar a minha opinião! Pois eu costumo dizer sempre: se eu falei, tá falado e ponto final.